O professor Mário Chamie

Reportagem no Jornal O Estado de S. Paulo, do dia 30/8/2010, com o nosso querido professor Chamie, leitor assíduo na Biblioteca.

O poeta que virou voz na televisão

Aos 77 anos, o criador do Centro Cultural SP, Mário Chamie, divide-se entre a produção de sua obra, as aulas na ESPM e a locução na Record

Só de poemas, são 15 livros publicados. Há ainda traduções, peças, textos para cinema e televisão e ensaios, como o recente Pauliceia Dilacerada, em cujas páginas um Mário de Andrade (1893-1945) póstumo ressurge discutindo a cidade que tanto amou – e pela qual, como chefe do então Departamento de Cultura, tanto lutou. O criador desta obra é um senhor de 77 anos, voz firme e discurso intelectual: Mário Chamie, formado em Direito, transformado em professor, sempre poeta, secretário municipal da Cultura – portanto, herdeiro do “Mário maior” – entre 1979 e 1983. E, vida movimentada, desde 2007 locutor de programa da Rede Record.

Trata-se do 50 por 1, atração de viagens apresentada pelo empresário – com fama de playboy – Álvaro Garnero. O que uniu os dois? “Eles queriam alguém que imprimisse um tom mais cultural ao programa”, conta Chamie. “É bom porque me ajuda a pagar o condomínio.”

O próprio Garnero confirma. “Sentimos que precisaríamos de uma voz para locução que fosse muito mais que a de um simples locutor”, explica. “Alguém que tivesse ao mesmo tempo personalidade, reconhecimento, prestígio e humor. Chamie preenchia às maravilhas tudo que nós precisávamos.” A primeira temporada passou em 2007. Atualmente na entressafra, o programa deve retornar em janeiro. “Trabalhar com ele é uma honra, uma felicidade, uma alegria. E o que é melhor: é sempre muito divertido”, completa o apresentador.

A pleno vapor. Mas não é porque não tem gravação que o dia a dia de Chamie é menos ocupado. Diariamente ele vai à Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), onde leciona há quase 50 anos. Querido pelos alunos, é chamado carinhosamente de “Chamusquinha”. “Ele é o nosso decano, o professor que está em atividade há mais tempo”, diz José Roberto Whitaker Penteado, diretor da instituição. “Convivemos desde que cheguei aqui, há 43 anos. E acho que ao longo desses tempos eu envelheci e ele remoçou. Deve ser por causa do contato dele com os mais jovens.” Além das aulas, Chamie dirige atualmente o Instituto Cultural da entidade.

De seu apartamento nos Jardins, o poeta vai a pé à loja preferida: a unidade da Alameda Lorena da Livraria da Vila. Ali acompanha os lançamentos literários e toma café.

Quando quer discutir literatura, entretanto, frequenta as reuniões – às quintas-feiras – da Academia Paulista de Letras (APL), no Largo do Arouche. Desde 1992, é o titular da cadeira número 26. Ultimamente, tem comparecido pouco aos encontros, é bem verdade. “Suas intervenções nos debates são brilhantes, ele tem um poder de síntese fabuloso e está sempre à frente do seu tempo”, elogia o presidente da instituição, Renato Nalini. “Só gostaria que ele participasse mais da Academia.”

Obra literária. Como poeta, Chamie estreou em 1955, com o livro Espaço Inaugural. Quatro anos mais tarde, casou-se com a designer e coreógrafa Emilie Chamie, com quem viveu até sua morte, em 2000. A filha única do casal, Lina Chamie, nascida em 1961, é cineasta.

Em 1962, com Lavra Lavra – laureado com o Prêmio Jabuti -, instaurou o movimento da poesia práxis, apontado por muitos como uma dissidência do concretismo de Décio Pignatari e dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos. “Suas experiências são interessantes como tentativa de manter a tradição do Modernismo, sem renunciar ao espírito de vanguarda”, disse sobre a práxis, à época, o intelectual Antonio Candido. “Por ter criado um movimento que se tornou referência, Chamie é muito prestigiado”, acredita o presidente da APL, Nalini.

A fama internacional lhe rendeu convites para dar palestras fora do País entre 1963 e 1964. Nos Estados Unidos, chegou a atuar na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), onde um dos alunos era Jim Morrison (1943-1971), que viria a se tornar astro internacional liderando a banda The Doors. Mas Chamie se esquiva de comentar o assunto. “Foi uma coisa tão casual que é absolutamente antiético dizer que eu dei aula para ele”, resume, antes de mudar de assunto.

Cultura sem portas. Filho de imigrantes sírios, Chamie nasceu na pequena Cajubi (SP), em 1933. Como sua cidade não tinha escola com ensino médio, mudou-se para São Paulo aos 14 anos. “Foi um dia e meio de viagem: uma jardineira (ônibus) e dois trens”, lembra. “Viajava-se de jaleco para que as faíscas (da maria-fumaça) não sujassem a roupa.” Morava em uma pensãozinha no centro, na Rua Santo Amaro, e seu quarto ficava no primeiro subsolo. “Da janela eu via os pés das pessoas passando na rua…”, ri.

Ávido devorador de livros, lembra-se da primeira vez em que foi à Biblioteca Mário de Andrade. “Achei tão suntuosa que não tive coragem de entrar. Achei que não era para mim, um rapazinho do interior”, diz. Estudou no Colégio Estadual Presidente Roosevelt e, em 1956, formou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo. Exerceu a advocacia por apenas dois anos.

Quando virou secretário da Cultura, recuperou a imagem do menino que não tinha coragem de entrar na biblioteca para idealizar seu maior orgulho: o Centro Cultural São Paulo, no Paraíso. “Sem portas, para que todos pudessem entrar. E com um conceito interdisciplinar”, frisa. E foi ali, em 1982, logo após a inauguração, que cunhou uma frase publicada em Pauliceia Dilacerada. Um repórter, capciosamente, fez uma comparação de Chamie com o outro Mário, de Andrade. E perguntou se, assim como Mário de Andrade foi homenageado com uma biblioteca, ele, Chamie, não fazia aquilo antevendo a possibilidade de seu nome um dia batizar o espaço. “Aí eu falei: há mários que vêm para o bem, e dos mários o menor sou eu. Não tenho pretensão nenhuma”, conta, com um sorriso.

Fonte: O Estado de S.Paulo, São Paulo, 29 ago. 2010, Metrópole, p. C12.

A Biblioteca do Congresso Americano – Parte 2

Veja a segunda reportagem especial realizada pelo programa Espaço Aberto Ciência & Tecnologia, sobre a Biblioteca do Congresso Americano, em Washington.

Neste programa é apresentado o chamado “hospital dos livros” onde um batalhão de pesquisadores e restauradores trabalha incessantemente para salvar a gigantesca coleção da biblioteca. Qual a tecnologia necessária para preservar, por exemplo, um livro grego de mais de duzentos anos? Viaje conosco nesta incrível reportagem.

Assista aqui

Fonte: Globo News

A Biblioteca do Congresso Americano – Parte 1

Veja a reportagem especial realizada pelo programa Espaço Aberto Ciência e Tecnologia, dentro da Biblioteca do Congresso Americano.

Instituição bicentenária tem mais de 140 milhões de itens divididos entre 463 idiomas de todas as partes do mundo. O programa mostra que a maior Biblioteca do mundo reúne segredos e raridades, como o documento, de quase 500 anos, que revela uma briga judicial entre uma tribo indígena e a corte espanhola. O programa também mostra um departamento inteiramente dedicado ao Brasil.

Assista aqui

Fonte: Globo News

The Kansas city public library

A Biblioteca Pública da cidade de Kansas foi fundada em 1873, possui uma vasta coleção de livros da história, incluindo materiais originais, postais, fotografias e mapas. Existem 9 seções desta biblioteca espalhadas pela cidade aproximando da comunuidade, a leitura e o conhecimento.

A fachada do parque de estacionamento é decorada por lombadas dos livros que medem aproximadamente 7,5m de altura por 2, 70 de largura e formam uma estante de livros, muito original. A estante gigante mostra 22 títulos de livros das mais variadas áreas e que refletem os interesses de leitura dos habitantes da cidade. A seleção das obras foi feita pelos habitantes e inclui: O Homem Invisível, O Senhor dos Anéis, Romeu e Julieta, entre outros.

Fonte: http://cyberteca.wordpress.com

A Bienal do Livro de São Paulo

A Bienal do Livro de São Paulo reunirá 350 expositores da cadeia produtiva do livro, representando mais de 900 selos editoriais. Os estandes, somados, ocupam mais de 20 mil m2. Promovida pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontece no Pavilhão de Exposições do Anhembi, de 13 a 22 de agosto (para o público), sempre das 10 às 22h. Os organizadores estimam que 700 mil pessoas passarão por suas roletas nesses dez dias.

Bonitinha ou Ordinária

60 anos de história da propaganda e do marketing reunidas em 300 páginas – O Instituto Cultural ESPM lança, hoje, às 19h na livraria Saraiva do Shopping Eldorado a biografia Bonitinha ou Ordinária, do publicitário Julio Cosi, um dos grandes nomes da publicidade no Brasil. Para falar sobre o livro, o programa Todo Seu da TV Gazeta entrevistou o publicitário.

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Bibliotecas pelo mundo

A Folha de S. Paulo publicou em seu Portal na página de álbuns a série de fotos Bibliotecas pelo Mundo. Veja conosco fotos de bibliotecas em diferentes partes do mundo.

Biblioteca Holy Sutra, em Nikko (Japão)

Biblioteca Low Memorial, na Universidade de Columbia, em Nova York (EUA)


Biblioteca da Universidade Politécnica de Hong Kong


Biblioteca pública Nort End, em Porto Elizabeth (África do Sul)


Interior do salão de leitura da Biblioteca do Congresso, em Washington (EUA)

Biblioteca de Alexandria (Egito)

Biblioteca Tian Yi, em Ningbo (China)

Biblioteca e Palácio de Fasiladas, no Royal Enclosure, em Gondor (Etiópia)


Biblioteca do Grande Palácio, em Bancoc (Tailândia)

Nova biblioteca construída em Bolonha, na Itália

Biblioteca Nacional de Sarajevo (Bósnia-Herzegóvina)

Biblioteca Morgan, em Nova York (EUA); no centro, bíblia de Guttemberg

Biblioteca pública central José Vasconcelos, a maior da América Latina, em Buenavista (México)

Viver de sonhos e revoluções

Um dos principais convidados da Festa Literária Internacional de Paraty, o historiador americano Robert Darnton defende a criação de bibliotecas públicas com obras digitais com acesso liberado

O pesquisador americano Robert Darnton terá jornada dupla na Festa Literária Internacional de Paraty – FLIP, que começa na quarta-feira: ele participará de duas mesas que tratam do futuro do livro. Não se trata de um exagero – diretor da biblioteca de Harvard, Darnton é autor de A Questão dos Livros (Companhia das Letras), “uma apologia descarada da palavra impressa e seu passado”, como escreve na introdução. Ou seja, busca conciliar a obra tradicional, em papel, com as novidades digitais. Mais que isso, defende a criação de uma biblioteca nacional de e-books, com acesso livre. Utópico? Pode ser, mas não o suficiente para frear esse colecionador de livros proibidos da França pré-revolucionária, que falou com o Sabático por telefone.

É possível comparar a revolução dos livros digitais com a de Gutenberg e a criação da imprensa?
Acredito que revoluções são coisas do passado. Podemos fazer uma lista de tudo o que é considerado revolucionário, desde novas formas de se vestir até táticas defensivas no futebol. Por isso que só uso essa palavra para algo realmente grandioso, como é o caso do livro digital, tão fabuloso como a revolução provocada por Gutenberg. Posso estar errado pois é preciso uma distância temporal muito grande para se avaliar devidamente o valor de uma transformação, mas, como vivemos, nos últimos 15 anos, mudanças decisivas na forma de comunicação que atingem nossa vida diária, o risco é seguro. Por outro lado, há quem não defenda como revolucionária a criação de Gutenberg: para alguns pesquisadores, como o francês Lucien Lefevre, a prensa retardou mudanças especialmente no tocante aos manuscritos que, ao serem adaptados ao formato de livro, perdiam muitas qualidades. Assim, segundo Lefevre, tal malefício não pode ser considerado revolucionário.

Mas o senhor concorda?
Não, acredito que Lefevre agiu como um provocador. Basta observar a evolução do papel, que atingiu níveis elevados um século antes de Gutenberg e que é mais importante que a própria invenção da prensa. Ou seja, é um assunto complicado. De uma maneira geral, acredito que a invenção da prensa trouxe mudanças menos dramáticas do que se imagina, mas, por outro lado, essas alterações são mais profundas do que se acredita.

Podemos concluir que o livro tradicional pode conviver com a versão digital, ao menos durante um tempo?
Sim, exatamente, esse é um dos principais argumentos do meu livro. Acredito que as pessoas ainda não entenderam quais são as mudanças provocadas por essa revolução. Comenta-se muito que vivemos na era da digitalização – é verdade, mas isso não significa obrigatoriamente a morte do livro tradicional. Ao contrário: ele se torna mais importante a cada ano. Basta conferir a quantidade de obras impressas que, a cada ano, ultrapassa a do anterior. Aproximadamente 1 milhão de livros a mais são impressos em todo o mundo em um ano, uma loucura.

Qual é o principal problema provocado pela migração de uma obra tradicional, em papel, para a versão digital?
Creio que você se refere à preservação dos textos digitais, um problema que preocupa a grande maioria dos bibliotecários de todo o mundo. Talvez seja esse nosso maior desafio – evitar o desaparecimento de textos extremamente frágeis. Por outro lado, o material impresso em papel resiste por décadas, especialmente o branco, utilizado a partir do século 19. Tal persistência não é ainda garantida no digital que, por conta da evolução tecnológica, tem diversos arquivos obsoletos, como aqueles guardados em disquetes, por exemplo. E um último problema está na dificuldade de muitas pessoas em coletar textos no ciberespaço, pois é preciso ter muitos detalhes desse arquivo para então encontrá-lo. Para piorar, as formas de descrição mudam com o passar dos anos, o que torna inviável hoje um caminho que antes era aconselhável. Assim, se você não dominar o método apropriado, provavelmente seu texto será perdido para sempre. Bem, colocando todos esses empecilhos em uma cesta, você estará criando uma colossal dor de cabeça, especialmente para alguém responsável por uma grande biblioteca como é meu caso, em Harvard. Para evitar isso, investimos pesadas somas de dinheiro para manter nosso arquivo digital, migrando de um sistema para outro quando surge uma nova tecnologia, ou ainda buscando lugares seguros, à prova de terremotos por exemplo, a fim de mantê-lo atualizado ou, melhor dizendo, vivo.

E quais mudanças o senhor observa em nossa noção de narrativa?
É uma boa questão. Para ser totalmente honesto, eu não sei. Mas suspeito que estamos mudando nossa forma de ler. Atualmente, os mais jovens criaram o hábito de ler pequenos blocos de texto e em grande velocidade, seja em Twitter, blogs, ou ainda na troca de mensagens recebidas em celulares e portáteis. Assim, a leitura de um livro tornou-se um ato pouco usual. Por conta disso, é possível acreditar que logo os livros serão adaptados a esse tipo de escrita, ou seja, uma prosa breve, segmentada. Isso vai influenciar decisivamente a forma de se apresentar personagens, descrever cenários, criar atmosferas, utilizar recursos narrativos. Tudo ficará achatado. É uma possibilidade. Ou ainda poderá existir um tipo de escritor que utilize a estratégia típica de um blog, por exemplo, para construir seu romance e assim capturar a atenção do leitor jovem. O fascinante é que a narrativa vai persistir, como vem acontecendo há séculos, período em que passou (e continuará passando) por transformações. Acredito que isso ocorrerá com facilidade no Brasil, por ser seu país muito aberto a novidades tecnológicas. E, como dispõem de grandes escritores, quem sabe se vocês, brasileiros, não acabarão ensinando o resto do mundo sobre novas formas narrativas?

O senhor acredita que, com a escrita digital, surgirão escritores clássicos do naipe de Dickens ou Capote?
Grandes escritores surgem independentemente da forma como é produzido seu texto, seja escrevendo com uma pena ou em um computador. O bom autor se molda com trabalho incessante e determinação, de intensa escrita e reescrita, além de uma boa dose de talento. A escrita digital, por sua praticidade, não confere naturalmente seriedade ao texto de seja qual for o autor. Mas é justamente essa praticidade que deverá modificar, no meu entender, a formação do escritor do futuro, que certamente será diferente do passado. Muitas novas ferramentas estão à disposição, o ato de escrever parece mais cômodo mas, volto a insistir, a determinação exigida há cem anos continuará necessária nos próximos cem.

Por que o senhor defende a criação de uma biblioteca de obras digitais?
É uma causa que tem tomado muito do meu tempo atualmente. Tudo começou quando o site de buscas Google decidiu digitalizar milhões de livros e torná-los públicos. Inicialmente, aprovei a ideia e a biblioteca de Harvard foi uma das cinco primeiras a liberar seu acervo. Mas o perigo do monopólio e da comercialização me fizeram repensar o caso e até a escrever um artigo a respeito. Como despertou uma série de protestos, o acordo acabou na Justiça por conta do risco de infringir as leis antitruste dos Estados Unidos. Admiro o trabalho dos diretores do Google, que prometem cobrar um preço moderado pelo acesso das bibliotecas ao seu banco de dados, mas quem estiver no comando daqui a dez anos vai manter a mesma posição? A ação é civil, não criminal, e vem sendo julgada em Nova York. Como deve se estender por um tempo, gostaria de aproveitar para incentivar a criação de uma biblioteca nacional de obras digitais, que ofereceria um acesso muito mais democrático, gratuito. O financiamento pode vir de fundações e o trabalho seria feito por pesquisadores de bibliotecas. Espero que outros países, como o Brasil, façam o mesmo, a fim de termos uma biblioteca mundial. Sei que é utópico, mas não podemos viver sem sonhos.

Fonte: ESTADÃO.COM.BR, 31 jul. 2010. [Portal]. Disponível em: http://www.estadao.com.br. Acesso em: 3 ago. 2010.

Campanha para preservação do acervo

No filme O Livro de Eli, Denzel Washington estrela do filme dirigido pelos irmãos Allen e Albert Hughes. Num mundo pós-apocalíptico Eli (Denzel) é um homem solitário que tem de proteger um livro sagrado que pode conter a resposta para salvação da humanidade. Mas como todo herói tem seu algoz, nessa história não é diferente e para poder obter o livro, um tirano prefeito de uma pequena cidade (Gary Oldman) fará de tudo, mesmo que para isso tenha de matar Eli. E Eli fará o possível e impossível para proteger o livro.

Nós da Biblioteca da ESPM também queremos proteger nossos livros e, para isso, lançamos hoje uma campanha para preservação do acervo, orientando os usuários no sentido de não riscarem ou arrancarem páginas de uma obra e assim não prejudicarem os futuros leitores.

The Library Hotel

Você gostaria de se hospedar em um hotel biblioteca?

Sim isso mesmo. E já existe, está localizado na Madison Avenue em Manhatan, cujo nome é The Library Hotel, possui mais de 6.000 livros impressos espalhados por todo o prédio. E, para ser um hotel com o conceito de biblioteca (tradicional), todo esse acervo é dividido entre seus andares que, por sua vez, dedicam-se cada um a uma classe de assunto das dez classes principais da Classificação Decimal de Dewey (Dewey Decimal System, usado pelas bibliotecas para classificarem seus livros por assunto) correspondente ao número de cada andar – claro que com algumas adaptações:

3º andar – Ciências Sociais – classe 300
4º andar – Linguagem – classe 400
5º andar – Ciências Puras – classe 500
6º andar – Ciências Aplicadas (Tecnologia) – classe 600
7º andar – Artes – classe 700
8º andar – Literatura – classe 800
9º andar – História e Geografia – classe 900
10º andar e algumas suítes especiais – Generalidades, Informação, Computação – classe 000 – onde são explorados os “zeros” à direita do nº do andar: ex: 1000.005 Journalism, 1000.003 Encyclopedic Works .
11º andar – Filosofia – classe 100 – ex: 1100.002 Ethics, 1100.04 Psychology
12º andar – Religião – classe 200 – ex: 1200.005 Native American Religion, 1200.001 Eastern Religion

Para completar, os 60 quartos disponíveis são adornados com coleções de livros e obras de arte que exploram o assunto a que pertence o andar em que se encontram!

E além de tudo isso, o hotel se localiza no chamado “Library Way”, onde situam-se a New York Public Library, Bryant Park, Pierpont Morgan Library, The Grand Central Terminal, e the Times Square Theater District.

Uma “perfeita” e luxuosa biblioteca – para poucos – mas cujo charme e criatividade são inegáveis, principalmente para os amantes de livros e bibliotecas.

Fonte: http://blogbcrp.blogspot.com